Quarta-feira, 12 de Julho de 2006

Maria João Bastos contente com o seu papel em “Tempo de Viver”

Na rua, ainda há quem a reconheça como a vilã de “Mundo Meu”, um dos papéis mais fortes da sua carreira. Mas Maria João Bastos, que acabou de completar 31 anos (no dia em que estreou “Tempo de Viver”), já está noutra.

Depois de quatro meses de férias, divididas entre Portugal e o Brasil, a actriz está de volta noutra personagem que promete polémica. Em “Tempo de Viver”, ela é Raquel, uma mulher que perde o marido nos atentados de 11 de Setembro em Nova Iorque e jura vingar-se de todos os que fizeram com que Pedro saísse de casa para encontrar a morte nas Torres Gémeas. Como se não bastasse, vai lutar pelo direito de engravidar do marido, mesmo depois de morto. Um presente para a actriz.

Quais são as expectativas para esta novela?
Maria João Bastos: A qualidade de “Tempo de Viver” é inegável. Nunca vi, em Portugal, uma novela tão bonita, com uma fotografia tão boa. As cenas são muito fortes, os temas também, só posso esperar o melhor.

Começou com cenas difíceis, já que Raquel perde o marido logo no primeiro episódio...
M.J.B.: É verdade. Emociono-me sempre quando vejo aquelas cenas. Foi um dia complicado, que exigiu muita concentração, até porque gravei mais do que aquilo que se vê no ecrã depois de montado o episódio.

É um desafio maior do que “Mundo Meu”?
M.J.B.: Completamente. Até porque o fundo das emoções é outro. E é um desafio mais difícil de superar, tendo em conta a grande repercussão que o outro papel teve.

Não acha que esteve pouco tempo afastada do ecrã?
M.J.B.: Tento não pensar nisso. Este é um novo trabalho e vou tentar fazê-lo da melhor forma que conseguir. Acredito que haja uma expectativa maior por parte das pessoas, pois a Sofia (de “Mundo Meu”) foi uma personagem muito marcante.

De que forma se preparou para este papel?
M.J.B.: Além de ter vivido em Nova Iorque pouco antes do atentado e, portanto, ter uma relação de proximidade com a cidade e com algumas pessoas que lá viviam na altura que tudo aconteceu, fiz uma pesquisa: vi filmes, documentários, depoimentos de pessoas que perderam familiares, li todos os livros sobre o 11 de Setembro. Tentei criar intimidade com pessoas que passaram por isso. Não tive oportunidade de falar com elas pessoalmente, mas tentei documentar-me para sentir o que elas sentiram.

Fala-se muito nos temas polémicos da produção. O que acha que vai chocar o público?
M.J.B.: Esta novela tem temas extremamente actuais, mas há um que acho muito interessante, que é as pessoas quererem ter aquilo que não podem. Hoje em dia, dá-se muito valor ao que se tem, às coisas materiais e, por vezes, esquecemo-nos de outras que são mais importantes e que contribuem mais para a felicidade. Esses valores (ou falta deles) estão muito bem retratados na personagem da Maria Laurinda (Margarida Vila-Nova) e de outras. Elas vão tentar, através de todos os meios, ter aquilo que querem.

E o que podemos esperar da Raquel?
M.J.B.: Nem eu sei! O Rui Vilhena é uma surpresa. Neste momento, ela é uma mulher que regressa a Portugal para honrar a morte do marido. É uma vingança, mas sem conotação negativa. Ela não se está a vingar, porque quer o dinheiro, mas porque não consegue esquecer o que aconteceu. Neste momento, a razão da vida é aquela promessa que fez no telefonema: “Não vou esquecer porque foste aí”. Vai vingar a morte de Pedro e fazer as pessoas que ela considera culpadas sofrerem o que ela está a sofrer. A Raquel não é uma pessoa má. Ela só quer justiça.

Assemelha-se, de alguma forma, a si?
M.J.B.: A Raquel é uma mulher boa, muito determinada, luta por aquilo em que acredita sem passar por cima de ninguém e, nesse aspecto, é parecida comigo.

Para este papel mudou de visual. Gosta de se ver assim?
M.J.B.: Eu nunca consigo analisar a nível pessoal. Faço-o sempre de acordo com a personagem. E sou uma pessoa que gosta muito de mudar, portanto adapto-me bem.

Foi uma escolha sua?
M.J.B.: Foi de comum acordo com o departamento de caracterização da NBP. O loiro foi uma sugestão minha para me afastar o mais possível da Sofia, e resulta.

Como se sente por ser uma das caras da TVI?
M.J.B.: Sinto-me orgulhosa. Penso que é o reconhecimento pelo trabalho que tenho feito até agora. Depois de ter dedicado tanto tempo da minha vida a isto, é muito bom ver o meu trabalho reconhecido.

A novela estreou no dia do seu aniversário. Foi uma feliz coincidência?
M.J.B.: Foi uma prenda enorme. Fiquei muito feliz quando soube. Fiz uma festa e tudo. Era a melhor prenda que podia ter.

TV Mais

1 comentário:
De gonçalo a 19 de Novembro de 2006 às 18:44
eu axo o teu blog mt fixe e axo ke devia postar mais fotos da maria joao bastos eu xo ganda fa dela e era capaz de dixer a todox ox meux migos pa virem ver o teu blog ke ta bue curtido fica bem xau*************************************

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